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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Ian Gillan: "Elvis, o maior de todos os tempos"

Ian Gillan, do DEEP PURPLE, falou há pouco tempo para a revista Classic Rock, em matéria onde personalidades (não necessariamente ligadas à música) escolheram seus "ícones do rock".

A explicação a seguir é de Gillan sobre o motivo de sua escolha por ELVIS PRESLEY para a lista. "Eu me desinteressei por ele depois que lançou o filme 'Blue Hawaii', de 1961, e se mudou para Las Vegas, mas no seu início de carreira, ninguém podia com Elvis."

"Certa vez, Michael Parkinson perguntou à famosa soprana neozelandesa, Kiri Te Kanawa, quem era a maior voz que ela já tinha ouvido, provavelmente esperando que ela respondesse que seria (Luciano) Pavarotti ou Maria Callas, mas ela disse: 'o jovem Elvis Presley, sem nenhuma dúvida."

"A voz de Elvis era única. Assim como tantos outros, ele tinha uma habilidade natural e técnica, mas havia algo no fator humano de sua voz, em sua liberação. Ele foi muito influenciado pelo Southern blues (Blues dos negros que viviam nas regiões sulistas dos EUA, como o Mississipi), e ele contribuiu para provar que se poderia ter essa mistura bizarra de country 'n' western, blues e folk. As gravações eram muito honestas naquela época, e elas se sustentam notoriamente bem."

"Eu era um ávido colecionador da primeira fase do Elvis; para um jovem cantor, ele era uma inspiração absoluta. Eu absorvi o que ele fez feito papel molhado. É a mesma coisa que estar na escola - você aprende o que o professor escreve no quadro. Sua personalidade era também extremamente chamativa. O balançar de seus quadris era considerado sensacional, mas diferente do Little Richard ou do Chuck Berry, suas entrevistas eram mais 'apagadas' (quando se tratava dele mesmo). Ele chegou humilde e era generoso ao elogiar os outros."

"Era inimaginável para mim que Elvis não tivera composto suas próprias canções. Aqueles foram dias muito diferentes, e ele selecionava o que lhe satisfizesse melhor de materiais cedidos por editoras, times ou escritores - todos eram extremamente conscientes do seu (Elvis) estilo."

"Entretanto, ele apareceu em alguns filmes horríveis. Elvis podia também ser um tremendo ator. 'Love Me Tender' (1956) and 'Jailhouse Rock' (1957) eram muito bons, mas 'King Creole' (1958) era o meu favorito. Gradualmente, seu vigor juvenil e seu estilo desinibido começaram a degringolar. Para mim, ele cantou bem pela última vez no filme 'GI Blues' (1960)."

"Junto ao resto do DEEP PURPLE, certa vez eu tive a chance de me encontrar com Elvis. O resto dos caras foram juntos. Mas eu recusei, sabendo que meu herói havia mudando tanto. Porém aquelas primeiras gravações ainda são incríveis, eles podem remixá-las ê transforma-las em hits para a geração adolescente, e Elvis será sempre o Rei. A razão é simples: ele foi o melhor cantor que já existiu."

Rubens Lessa

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"O Blues não é nada além de um bom homem se sentindo mal"

“Muitas pessoas se perguntam ‘O que é o blues?’ Eu escuto muita gente falando ‘O blues.. O blues…’ Mas eu vou vos dizer o que o blues é. Quando você não tem dinheiro, você tem o blues. Quando você não tem dinheiro para pagar o aluguel de sua casa, você ainda tem o blues. Muitas pessoas saem falando ‘Eu não gosto de blues’ mas quando você não tem dinheiro, não pode pagar o aluguel de sua casa e não pode comprar comida, você com certeza tem o blues. Se você não tem dinheiro, você tem o blues, porque pensa maldosamente. Isso mesmo. Toda vez que você pensa maldosamente, você está pensando no blues." Howling Wolf

"As pessoas costumam me perguntar onde surgiu o Blues, e tudo o que posso dizer é que quando eu era rapaz, sempre estávamos cantando nos campos. Na verdade não cantávamos, você sabe, gritávamos, mas inventamos as nossas canções sobre coisas que estavam acontecendo conosco naquele momento e acho que foi assim que começou o Blues." Son House

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