🇧🇷 Mantendo o Legado de Elvis desde 1974 🇵🇹Atualizado em 22/08/2026
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quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Rockin' Através dos Salmos com o Rei

Até o “rei do rock’n’roll” se interessava pelo “Rei dos reis”. Isso fica claro ao folhear a Bíblia pessoal de Elvis Presley (usada desde a sua adolescência até a sua morte, em 1977) que nos fornece uma visão mais profunda sobre sua fé cristã - e graças ao Museu da Bíblia, em Washington (DC) - pessoas do mundo todo têm a oportunidade de compartilhar desta visão. Leia conosco este plano de 7 dias do Museu da Bíblia para descobrir as anotações e marcações feitas à mão por Elvis no livro dos Salmos (agradecemos ao Museu da Bíblia por nos disponibilizar este plano de leitura).




Devocional Dia 1
Leitura Bíblica: Salmos 11

O tio Vester e a tia Clettes de Elvis lhe deram esta Bíblia de 1.600 páginas como presente de Natal em 1957. A Bíblia está bastante usada — Elvis a leu e estudou ao longo de toda a sua vida, até sua morte prematura em 16 de agosto de 1977.

Elvis sublinhou diversos versículos e fez várias anotações ao longo das páginas, oferecendo um vislumbre fascinante de um dos maiores ícones musicais e culturais do século XX.

O homem que muitos chamavam carinhosamente de “o Rei” certa vez se descreveu como “um buscador”, e suas anotações na Bíblia confirmam isso. Por exemplo, perto do início do livro, ele escreveu:

“Há um tempo para tudo. A paciência te recompensará e revelará todas as respostas às tuas perguntas.”
E na última página da Bíblia, outra nota escrita à mão por Elvis oferece uma percepção notável:
“Julgar um homem por seu elo ou ato mais fraco é como julgar o poder do oceano por uma única onda.”
A carreira de Elvis, de fato, representou uma mudança profunda no oceano do mundo musical. Até hoje, estima-se que o astro tenha vendido cerca de um bilhão de álbuns. E talvez a inspiração por trás de tudo isso se revele na nota que Elvis escreveu em letras maiúsculas ao final do livro dos Salmos:
“CANTE PARA A GLÓRIA DE DEUS.”
Na parte inferior da página, logo abaixo do Salmo 11, Elvis também fez uma paráfrase do versículo 1:
“No Senhor ponho a minha confiança, e Ele me guiará.”




Devocional Dia 2
Leitura Bíblica: Salmos 43

O Salmo 43:3 está sublinhado na página 631 da Bíblia King James de Elvis, com uma anotação no topo da página que diz:

“Senhor, envia-me luz para me guiar.”
O versículo sublinhado (Salmo 43:3) diz:
“Envie a tua luz e a tua verdade; que elas me guiem e me conduzam ao teu santo monte e aos teus tabernáculos.”
Essa passagem, junto com a nota escrita por Elvis, reflete de forma comovente sua busca espiritual e seu desejo de orientação divina ao longo da vida.




Devocional Dia 3
Leitura Bíblica: Salmos 46

Abaixo do Salmo 46:10, Elvis escreveu a frase:

“Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus.”
Esse versículo, que ele copiou à mão, é uma das declarações mais profundas de fé e entrega encontradas nos Salmos. Revela a dimensão espiritual de Elvis — alguém que, mesmo cercado pela fama e pelo tumulto da vida, buscava momentos de silêncio e comunhão com Deus.




Devocional Dia 4
Leitura Bíblica: Salmos 81

Abaixo do Salmo 81, Elvis escreveu a frase:

“Cante os louvores do Senhor.”
Essa simples anotação resume bem o coração de Elvis quando se tratava de fé e música — ele via o ato de cantar não apenas como arte, mas como uma forma de adoração.




Devocional Dia 5
Leitura Bíblica: Salmos 118

Rabiscada ao pé da página 670, há uma frase escrita por Elvis:

“Confie no Senhor, não no homem.”
Ela faz referência aos Salmos 118:5–9, onde se lê:
“Na angústia invoquei o Senhor, e o Senhor me respondeu, pondo-me em lugar espaçoso. Melhor é confiar no Senhor do que confiar no homem. Melhor é confiar no Senhor do que confiar nos príncipes.”
Essas palavras mostram claramente a fé pessoal de Elvis e sua convicção de que a verdadeira segurança vem apenas de Deus — não da fama, nem do poder humano.




Devocional Dia 6
Leitura Bíblica: Salmos 138

A frase escrita por Elvis —

“As mais elevadas graças da música fluem do sentimento da alma e do coração” —
faz referência ao Salmo 138, um cântico de gratidão e adoração, no qual Davi louva a Deus “de todo o coração”. Há também uma possível ligação com o sermão “Sacred Music” (Música Sagrada), pregado por Nathanael Emmons em 1806, onde ele afirmava que a verdadeira música espiritual nasce das emoções mais puras da alma — não apenas da técnica ou da voz, mas do sentimento interior. Essa citação mostra como Elvis via a música como algo profundamente espiritual — uma expressão do coração voltada para Deus, muito além do espetáculo ou da fama.




Devocional Dia 7
Leitura Bíblica: Salmos 149

No Salmo 149, várias palavras e frases estão sublinhadas na Bíblia de Elvis, e logo abaixo ele escreveu:

“Cante para a glória de Deus.”
Esse é um dos trechos mais marcantes de suas anotações — uma declaração simples, mas poderosa, que parece resumir o propósito que Elvis via na própria música. O Salmo 149 começa com:
“Louvai ao Senhor! Cantai ao Senhor um cântico novo, e o seu louvor na congregação dos santos.”
Assim como o salmista, Elvis expressava sua fé através da música — não apenas como artista, mas como alguém que buscava transformar seu dom em louvor.

A Bíblia de Estudo de Elvis Presley (incluindo suas notas manuscritas)

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Elvis Presley e Magnolia "Maggie" Smith: Uma Amizade Inesquecível

Poucos fãs sabem que, além de seu legado musical, Elvis Presley cultivava relações próximas e respeitosas com diversas pessoas afro-americanas ao longo de sua vida. Um dos exemplos mais notáveis dessa conexão foi Magnolia "Maggie" Smith, uma jovem universitária que se tornou uma figura importante em Graceland nos últimos anos da vida do Rei do Rock.

A Conexão entre Elvis e Maggie

O encontro entre Elvis e Maggie ocorreu de forma inesperada em setembro de 1974, na concessionária Sid Carrol Pontiac em Memphis (três dias antes de Elvis sair em nova turnê). Maggie, então uma estudante universitária negra com dificuldades financeiras e órfã de pai, pediu um autógrafo a Elvis e, em seguida, perguntou se ele poderia lhe oferecer um emprego. Tocado pela história da jovem, Elvis contratou-a como sua assistente executiva, garantindo que ela pudesse continuar seus estudos sem preocupações financeiras.

Elvis não apenas ofereceu um emprego a Maggie, mas também comprou um carro para que ela pudesse se deslocar até a faculdade e arcou com os custos de sua matrícula. Além disso, providenciou um espaço tranquilo em Graceland para que ela pudesse estudar e manter boas notas, reforçando a importância que ele dava à sua educação.

O Papel de Maggie em Graceland

Durante os três anos em que trabalhou para Elvis, Maggie teve diversas funções em Graceland. Oficialmente, seu cargo era de assistente executiva, mas sua presença na casa ia muito além disso. Ela ajudava na organização da rotina de Elvis, cuidava de Lisa Marie Presley como uma babá e acompanhava a família em viagens e turnês.

Maggie nunca desempenhou funções domésticas, como cozinhar ou limpar, mas estava sempre presente para atender ao que Elvis precisasse. No entanto, seu vínculo com ele se tornou muito mais pessoal do que profissional. Elvis passou a tratá-la como uma filha, um apoio emocional em momentos difíceis.

Momentos Compartilhados e a Influência de Elvis

Ao longo de sua convivência com Elvis, Maggie recordava-se de como ele a tratava com carinho e respeito. Ele lia para ela trechos da Bíblia, recomendava livros e sempre demonstrava preocupação com sua educação e bem-estar.

O senso de humor e a humanidade de Elvis eram evidentes nas interações diárias com Maggie. Segundo ela, o Natal em Graceland era um momento de grande alegria, com a presença da família Presley e seguranças, e o 4 de julho era celebrado com brincadeiras envolvendo fogos de artifício e bombinhas.

Em 1976, Maggie engravidou antes de concluir seus estudos, e Elvis levou sua gravidez mais a sério do que ela mesma (até mesmo afirmou que ela teria um menino muito antes dela dar à luz um garoto de quase 4kg). Elvis e Linda ligavam frequentemente para saber sobre sua saúde. Quando Maggie teve complicações e precisou ficar internada por semanas, Elvis lhe deu todo o apoio possível. Elvis nunca conheceu o filho de Maggie, pois morreu algumas semanas depois do nascimento da criança. Maggie soube da morte de Elvis pela TV e conseguiu ir ao velório, mas os médicos não a deixaram ir ao funeral, pois ela ainda estava se recuperando e muito afetada pela morte repentina de seu grande amigo.

O Legado de Maggie Smith

A história de Maggie Smith foi registrada no livro The King Elvis, Maggie Smith & Presley Tradition of Respect for People of Color. Infelizmente, Maggie faleceu misteriosamente em 1979 (aos 24 anos), poucos anos após a morte de Elvis. Sua história permaneceu desconhecida por muitos anos, mas sua relação especial com Elvis está finalmente sendo reconhecida.

O papel de Maggie na vida de Elvis foi muito mais significativo do que muitos imaginavam. Ela não era apenas uma funcionária de Graceland, mas uma amiga próxima, confidente e, para Elvis, quase uma filha. Sua história é uma prova do caráter humano e empático de Elvis Presley, um homem cujo amor e respeito pelas pessoas (independentemente de sua cor) não tinham limites. Que Maggie descanse em paz e sua história nunca seja esquecida!

Notas sobre a entrevista que Maggie deu em 20/02/1979 na Memphis State University, onde trabalhava na época. Ela faleceu misteriosamente pouco dias após essa entrevista:


1. Maggie viajou com Elvis e Linda para Las Vegas por cerca de 10 dias em março de 75. Teve que conseguir a assinatura de Elvis para ser dispensada da escola e poder ir para Las Vegas com eles. Elvis queria que ela experimentasse o mundo e conhecesse pessoas fora de Memphis. Maggie Tinha que informar a Elvis onde ela estava o tempo todo em Las Vegas, por sua segurança. Maggie sempre falava de Elvis como se estivesse falando sobre seu pai, não sobre seu chefe.

2. Elvis sempre conversava com ela sobre algo, qualquer coisa. Falava com ela sobre a Bíblia. Ele adorava ler passagens da Bíblia para ela.

3. Nos últimos três anos de vida, Elvis passou mais horas de qualidade com Maggie do que com a "Máfia de Memphis" (seus "amigos" e seguranças).

4. Maggie adorava Elvis e sabia tudo sobre ele. Desde seus gostos e desgostos, crenças e doenças.

5. Maggie deveria ter dado uma segunda entrevista para Jerry Hopkins, mas morreu. Não há menção sobre sua morte nem o que aconteceu.

6. Maggie recorda os momentos mais leves da amizade deles, incluindo o senso de humor de Elvis e as risadas compartilhadas. Mas ela também compartilhou memórias mais emocionais, como os momentos em que Elvis chorou com ela, rezou por ela e leu livros para ela.

7. Maggie era responsável pela agenda diária de Elvis, incluindo o que ele comeria, vestiria, etc. Nunca foi empregada doméstica, nunca cozinhou uma refeição, lavou roupas ou aspirou.

8. Maggie foi a estudante universitária mais bem paga de Memphis, com benefícios e presentes especiais.

9. Maggie estava com Elvis no dia em que ele comprou a casa de 3 quartos e 2 banheiros e deu de presente para Mary Jenkins (sua cozinheira) em Whitehaven. Ela e Elvis estavam no banco de trás.

O Respeito de Elvis pela Comunidade Afro-Americana

O vínculo de Elvis com a comunidade negra ia muito além de sua amizade com Maggie. Ele sempre demonstrou um profundo respeito por artistas e amigos afro-americanos. Desde os elogios a B.B. King, Fats Domino e Arthur Crudup, até gestos como enviar flores diárias para a família de Roy Hamilton durante sua internação e apoiar financeiramente parentes de funcionários negros de Graceland, Elvis cultivava uma relação genuína e respeitosa com a comunidade afro-americana.

Ele também se recusou fazer um show altamente lucrativo no Houston Astrodome em 1970 caso suas backing vocals, The Sweet Inspirations, não fossem tratadas com o devido respeito (leia mais aqui). No palco, homenageava suas inspirações e influências musicais negras e, nos bastidores, prestava apoio financeiro e emocional a muitas pessoas que precisavam.

The Occult Elvis: The Mystical and Magical Life of the King

"Poder telepático e encontros com Aliens"; novo livro diz que Elvis Presley foi um mago moderno

Um novo livro, "The Occult Elvis: The Mystical and Magical Life of the King", revela que Elvis Presley não era apenas um ícone do rock, mas também um profundo estudioso do ocultismo. De visões alienígenas a manipulação do clima, a obra de Miguel Conner traça um retrato místico do cantor, que acreditava ser um curandeiro da fé e explorava práticas espirituais em busca de respostas para o universo.

Segundo entrevista do autor ao jornal britânico The Guardian, Elvis teria visto o próprio futuro em um macacão branco em uma visão proporcionada por seres extraterrestres quando ainda era criança. Ele também afirmava ter poderes sobre as forças da natureza, chegando a afastar a chuva para que amigos pudessem praticar esportes ao ar livre. Além disso, o Rei mergulhou em livros esotéricos, estudando desde numerologia e cabala até os ensinamentos de Helena Blavatsky e Manly P. Hall.

A obra destaca que Elvis teria planejado criar uma comunidade espiritual antes mesmo do movimento hippie ganhar força. “Ele estava à frente dos hippies”, afirma Conner, reforçando que o Rei do Rock enxergava a música como uma ferramenta de transformação psicoespiritual, algo que o autor descreve como um legado místico tão poderoso quanto seu impacto na cultura pop.

Conner argumenta que Elvis se tornou uma manifestação não física, semelhante a um semideus, que assume uma vida própria depois de ser criado pela vontade de um coletivo.

E se a magia de Elvis fosse tão intensa que o mantivesse vivo até hoje? Muitos fãs acreditam que ele nunca morreu, sustentando teorias de que o Rei teria forjado sua própria morte para viver em anonimato ou até mesmo ascendido a um plano espiritual superior. Os inúmeros relatos de avistamentos após o anúncio de sua morte, coletados em livros como "Elvis After Life", de Raymond A. Moody (1987), reforçam a ideia de que seu espírito – ou quem sabe sua própria presença física – ainda percorre este mundo, elevando o mito do Rei do Rock a um nível quase sobrenatural.

Redação 89

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

A Ascendência Judaica de Elvis Presley

A tataravó materna de Elvis era judia e se chamava Nancy Burdine. Pouco se sabe sobre ela, mas acredita-se que sua família emigrou para os EUA na época da Revolução Americana vinda do que hoje é a Lituânia. De acordo com o site “Ancestry.com”, Burdine nasceu no Mississippi em 1826 e morreu em 1887.

A bisneta de Burdine foi Gladys Love Smith, que se casou com Vernon Presley em 1933. Dois anos depois, Gladys deu à luz Elvis em Tupelo, Mississippi. A família mudou–se para Memphis quando Elvis tinha 13 anos.

Gladys morreu de insuficiência cardíaca em 1958 aos 46 anos. Elvis mandou fazer uma lápide com uma estrela de David de um lado e uma cruz do outro, juntamente com as palavras “Sunshine Of Our Home” gravadas entre elas.

Há evidências de que a linhagem judaica de Elvis significava mais para ele do que apenas um símbolo em uma lápide. Elvis amava comida judaica e, em Memphis, ele era membro do Centro da Comunidade Judaica e, quando garoto pobre, participava de graça (pago pela comunidade judaica) do “machanot” (acampamentos de verão) e, após o sucesso, jogava racketball no centro comunitário judaico após a meia-noite, quando era aberto especialmente para ele. Elvis também fazia doações generosas para várias organizações judaicas como, entre várias, a “Academia Hebraica de Memphis” (onde chegou a fazer uma doação de 150.000 dólares) e para o “Memphis Jewish Community Center”, uma doação honrada com uma placa de agradecimento que está pendurada em Graceland até hoje. A biblioteca pessoal de Elvis inclui vários livros sobre Judaísmo e história Judaica.

Durante os últimos anos de sua vida, Elvis foi frequentemente fotografado usando colares com pingentes da Estrela de Davi e com a palavra hebraica “chai”, que significa “vivo/vida”. O colar “chai” é mantido em um armário em Graceland ao lado das chaves do famoso Cadillac rosa 1955 do cantor. Elvis mandou fazer o colar com 17 diamantes. Ele comprou as joias em 1976, um ano antes de morrer.

Elvis cantando "Hava Nagila", uma canção judaica tradicional, em 29 de julho de 1970 no MGM Sound Stage 1

Fontes:
1) Angie Marchese, vice-presidente de arquivos e exposições de Graceland (Marchese trabalha há 35 anos em Graceland e é uma das maiores especialistas do mundo na família Presley)

2) Livro “The Jewish World of Elvis Presley” - Roselle Kline Chartock (24/11/2020)

sábado, 14 de outubro de 2023

Elvis Presley e a Poderosa Influência de suas Músicas Gospel

Elvis Presley é amplamente conhecido por suas icônicas canções de rock e baladas românticas, mas muitos fãs e críticos concordam que seu trabalho gospel é igualmente notável e emocionante. O impacto das músicas gospel de Elvis transcendeu gêneros e tocou os corações de milhões em todo o mundo.

Elvis frequentava com seus pais, aos domingos, a igreja pentecostal Assembleia de Deus, e às quartas-feiras, já adolescente, a igreja Batista Negra. Essas raízes religiosas influenciaram profundamente sua música ao longo de sua vida. Ele lançou três álbuns gospel durante sua carreira: "His Hand in Mine" (1960), "How Great Thou Art" (1967) e "He Touched Me" (1972). Esses álbuns foram muito bem recebidos e renderam a Elvis três prêmios Grammy.

Suas interpretações emocionantes de canções como "Amazing Grace," "Lead me, Guide me" e "How Great Thou Art" são reverenciadas por sua autenticidade e paixão. Elvis conseguia transmitir uma conexão espiritual profunda em suas performances, independentemente das preferências religiosas de seus ouvintes.

Além disso, Elvis usou sua música gospel para expressar seu próprio relacionamento com a espiritualidade e a fé. Ele acreditava genuinamente nas mensagens das canções e na força da música gospel para unir as pessoas.

O legado das músicas gospel de Elvis Presley continua a inspirar artistas de diversos gêneros e a tocar os corações daqueles que as ouvem. Seu compromisso com a música gospel é um testemunho da sua versatilidade e profundidade como artista.

Hoje, essas canções permanecem como uma parte valiosa do catálogo musical de Elvis e são uma lembrança do seu impacto duradouro na música e na espiritualidade.

A Música Gospel de Elvis Presley: Uma Jornada Espiritual

Elvis Presley, conhecido como o Rei do Rock 'n' Roll, não apenas encantou o mundo com seu talento vocal e carisma, mas também deixou um legado significativo no mundo da música gospel. Ao longo de sua carreira, Elvis gravou várias canções gospel que tocaram os corações de milhões de pessoas ao redor do mundo.

Uma das músicas gospel mais icônicas de Elvis é "How Great Thou Art". Lançada em 1967, essa canção é uma poderosa expressão de louvor e adoração a Deus. A interpretação emocionante de Elvis e a sua voz única transmitem a profundidade da fé e a reverência que ele tinha pela espiritualidade.

Outra música gospel notável de Elvis é "Amazing Grace". Sua versão dessa clássica canção religiosa é tocante e inspiradora. Elvis traz uma intensidade emocional à música, capturando a essência da graça divina e transmitindo uma sensação de esperança e redenção.

"Peace in the Valley" é outra música gospel que se destaca na discografia de Elvis. Lançada em 1957, essa canção transmite uma mensagem de paz, conforto e confiança em tempos difíceis. A voz suave e reconfortante de Elvis faz com que essa música seja um verdadeiro bálsamo para a alma.

As músicas gospel de Elvis Presley não apenas demonstram seu talento vocal excepcional, mas também refletem sua profunda espiritualidade e crença em Deus. Essas canções são um lembrete de que, independentemente do gênero musical, a música pode ser uma forma poderosa de expressar fé e encontrar consolo.

Se você ainda não teve a oportunidade de ouvir as músicas gospels de Elvis, recomendo que reserve um tempo para mergulhar nesse repertório inspirador. Permita-se ser tocado pela voz única e pela mensagem de esperança que ele transmitiu através dessas canções.

Elvis Presley deixou um legado duradouro na música gospel, provando que a fé e a música podem se unir para criar algo verdadeiramente especial. Suas interpretações apaixonadas e emotivas continuam a tocar os corações das pessoas até hoje.

Que as músicas gospel de Elvis Presley possam trazer paz, inspiração e conforto aos corações de todos aqueles que as ouvem.

terça-feira, 22 de outubro de 2019

A Bíblia de Elvis - The Elvis Bible

Os tios de Elvis - Vester e Clettes - deram a ele esta Bíblia de 1.600 páginas no Natal de 1957. A Bíblia está bem desgastada, tendo sido usada por Elvis ao longo de sua vida até sua morte prematura em 16 de agosto de 1977. Elvis sublinhou numerosos versos e fez uma série de anotações em toda a Bíblia, oferecendo uma visão fascinante de uma das maiores figuras musicais e culturais do século XX.

O homem que muitos carinhosamente conheciam como "o rei" uma vez se descreveu como "um buscador", e as anotações que ele escreveu em sua Bíblia confirmam isso. Por exemplo, logo nas primeiras páginas - após o índice - de sua Bíblia, ele escreveu: “Há uma estação para tudo. A paciência o recompensará e revelará todas as respostas para suas perguntas".

E a última página da Bíblia contém outra das anotações manuscritas de Elvis, que fornece um insight notável: "Julgar um homem por seu elo ou ato mais fraco é como julgar o poder do oceano por uma onda".

A carreira de Elvis realmente representou uma mudança radical no oceano do mundo da música. Até o momento, a estrela vendeu cerca de dois bilhões de álbuns.

E a inspiração por trás de tudo isso talvez seja revelada na nota que Elvis escreveu em letras maiúsculas no final do livro dos Salmos: “Cante a glória de Deus”.

No final da página, abaixo do Salmo 11, Elvis parafraseou o versículo 1 - "No Senhor eu confio e Ele me guiará".

Elvis’ Uncle Vester and Aunt Clettes gave him this 1,600-page Bible for Christmas in 1957. The Bible is well-worn, having been used by Elvis throughout his life until his untimely death on August 16, 1977. Elvis underlined numerous verses and made a number of annotations throughout the Bible, offering a fascinating glimpse of one of the greatest musical and cultural figures of the 20th century.

The man many affectionately knew as “the king” once described himself as “a searcher,” and the notes he wrote in his Bible confirm this. For example, near the front of his Bible, he wrote: “There is a season for everything. Patience will reward you and reveal all answers to your questions.”

And the very back page of the Bible contains another one of Elvis’s handwritten notes provides a remarkable insight: “To judge a man by his weakest link or deed is like judging the power of the ocean by one wave.”

Elvis’s career indeed represented a sea change in the ocean of the music world. To date, the star has sold an estimated two billion albums.

And the inspiration behind it all is perhaps revealed in the note Elvis wrote in all capital letters at the end of the book of Psalms: “SING FOR THE GLORY OF GOD.”

At the bottom of the page, below Psalm 11, Elvis paraphrased verse 1—"In the Lord I place my trust and He will guide me."

terça-feira, 26 de março de 2019

Santo Elvis

Elvis não foi apenas “maior do que a vida”: ele provou ser maior do que a morte. Em poucas horas após sua morte, as ruas do sul de Memphis encheram-se com dezenas de milhares de fãs que choravam, e desde aquela primeira manifestação coletiva de dor e de amor, 35 anos atrás, ele jamais “saiu de cena” realmente. Hoje em dia, sua música é tão popular quanto sempre foi, e há mais de quatrocentos fã-clubes de Elvis Presley ao redor do mundo, que mantêm vivo o seu espírito.

Evidentemente, ele morreu - embora, há vários anos, muita gente se recuse a acreditar que ele se foi, continuando a “avistá-lo” em paradas de caminhoneiros, lojas de conveniência e restaurantes de fast-food por todo o país. Alguns relatos desses “avistamentos” foram criados por gozadores, mas muitos outros não.

Coisas estranhas aconteceram em seguida à morte dele. Naquela noite, quando todos em Graceland se reuniram para assistir ao noticiário das dez horas da noite, a fim de saber como os eventos seriam relatados, o som subita­mente emudeceu no aparelho de televisão. Dois dias depois, quando os carregadores levavam seu caixáo ao carro funerário, um galho de um carvalho nas proximidades quebrou-se, caindo sobre o carro de Ginger Alden que ali estava estacionado. George Klein pôs para tocar uma fita cassete com os grandes sucessos de Elvis, e esta quebrou-se imediatamente depois do final de “Can’t Help Falling in Love”, a canção com a qual ele encerrava suas apresentações. Quando Alan Fortas tentou tocar uma gravação de “Blue Hawaii” no toca-fitas de seu carro, a fita emaranhou-se dentro do aparelho. Linda Thompson relatou que imediatamente após receber a notícia do falecimento dele, em Los Angeles, as luzes apagaram-se em seu apartamento.

Coisas estranhas, sim; mas que dificilmente poderiam ser consideradas extraordinárias.

Todavia, coisas extraordinárias aconteceram - não apenas às pessoas que eram próximas a ele. O psiquiatra Raymond A. Moody, Jr. elencou uma quantidade desses incidentes em seu livro Elvis After Life [Elvis Depois da Vida, em tradução literal].

Na tarde do dia 16 de agosto, um fazendeiro do Tennessee a quem o dr. Moody chamou “Claude Buchanan” subira uma encosta que havia detrás de sua casa e tratava de uma vaca ferida. Elvis era um conhecido dele e, certa vez, dera-lhe algum dinheiro para comprar uma caminhonete de que necessitava. Quando trabalhava no topo da colina naquela tarde, Buchanan surpreendeu-se ao avistar Elvis subindo pela encosta, vindo em sua direção. A princípio, pareceu-lhe que Elvis estivesse envolto por uma névoa azulada, e Buchanan estranhou não haver notado sua presença antes, quando ainda estava no sopé da colina. Elvis chegou à distância de cerca de três metros de Buchanan, que lhe perguntou o que ele fazia ali. “Vim para dizer-lhe adeus, por uns tempos, Claude.” Ele mal terminara de pronunciar essas palavras quando Buchanan ouviu sua esposa chamando-o, às suas costas. Voltando-se para olhar na direção do chamado, no sopé da colina, ele a viu sair correndo pela porta de tela da cozinha da casa, como se um incêndio tivesse principiado ali. “Elvis morreu!”, gritou ela. “Acabo de ouvir a notícia pelo rádio.” Claude ainda pensou: “Ele não pode ter morrido. Ele está aqui, no alto da colina, comigo”. Mas, quando olhou novamente, Elvis havia desaparecido.

Às cinco e meia da tarde daquele dia, os fãs “Arthur” e “Marian” chegavam de volta à sua casa, que haviam deixado com todas as janelas fechadas e a porta da frente trancada com uma fechadura de alta segurança. Lá dentro, uma estatueta de Elvis tinha sido derrubada de cima de uma mesa de centro, e duas fotografias dele - uma das quais autografada - que pendiam da parede foram encontradas no chão, com os vidros das molduras quebrados. Não havia crianças ou animais de estimação na casa, e nada mais fora tirado do lugar. Depois de inspecionar atentamente todos os cômodos, o casal ligou a televisão, por meio da qual recebeu a notícia da morte de Elvis, ocorrida naquela tarde.

Ainda naquela mesma tarde, “Ruth Ann Bennett” e uma amiga decidiram prantear Elvis indo à casa de Ruth para ouvirem juntas os discos dele. Quando Ruth abriu um armário para apanhar alguns, encontrou metade de seus discos retorcidos e impossíveis de serem tocados - e ainda quentes ao tato.

Certa noite de dezembro, em 1980, um caminhoneiro que fazia viagens de longa distância passava pelo Arkansas quando deu carona a um homem que pretendia chegar a Memphis. Ele conversou com o homem embora não pudesse ver claramente seu rosto, por causa da escuridão e do chapéu que este usava. Entretanto, o homem mostrou-se muito respeitoso e educado, respondendo-lhe sempre com um “Sim, senhor” ou “Não, senhor”. Quase no final da jornada de 160 quilômetros, o caminhoneiro resolveu apresentar-se. O caronista, então, voltou-se para ele e apresentou-se como Elvis Presley - o que fez com que o motorista começasse a suar frio. Depois disso, Elvis pediu a ele que parasse o veículo, cerca de 1,5 quilômetro adiante, em um ponto muito próximo de Graceland.

Uma mulher chamada “Janice” havia encontrado Elvis diversas vezes, e recebera uma de suas jaquetas como presente. A jaqueta foi guardada cuidadosamente, como seu tesouro mais estimado, mas, nos meses seguintes à morte de Elvis, Janice passou a encontrá-la, repetidas vezes, jogada sobre o piso do closet. Ela estava olhando, em plena luz do dia e a menos de dois metros de distância, certa vez, quando a jaqueta caiu de onde estava, sem motivo aparente. Em outra oportunidade, ela despertou no meio da noite e, aterrorizada, viu a manga direita da jaqueta movendo-se, para cima e para baixo. Com medo de continuar a morar sozinha, ela alugou um quarto de sua casa a outra mulher, chamada “Mary”, que possuía um cachorro collie “miniatura”. O cãozinho ladrava incessantemente para o closet onde a jaqueta era guardada, e evitava aproximar-se muito daquele lugar.

Talvez o incidente mais notável tenha sido o que envolveu um oficial de polícia da Geórgia e um de seus filhos, que se afastara da família - ambos fãs de Elvis. No dia 11 de fevereiro de 1982, o filho do policial, “Tony”, partiu rumo a Los Angeles após uma discussão com seus pais a respeito de seu próprio comportamento dissoluto. Ele possuía 2 mil dólares em economias, e seu pai, “Harold”, estava preocupado com a possibilidade de o filho haver-se envolvido com drogas. Depois de mais de duas semanas sem receber dele qualquer espécie de comunicação, Harold e seu outro filho decidiram voar para Los Angeles, a fim de tentar encontrar Tony. Antes que partissem, Harold teve um sonho, no qual Elvis vinha ao seu escritório. Ele vestia uma jaqueta de policial e mostrou a Harold um distintivo. Elvis disse estar preocupado com Tony e que desejava mostrar a Harold onde o encontrar. Ele apontava para um mapa da cidade de Los Angeles, mas Harold tinha dificuldade em focalizar os nomes das ruas. Então, Elvis, de algum modo, levou-o até lá e mostrou-lhe o local, apontando para uma farmácia que havia em uma esquina e para uma barraca de hambúrgueres na esquina oposta, no outro lado da rua. Em seguida, ele conduziu Harold até uma casa, no mesmo quarteirão, em que quartos eram alugados e fez com que ele olhasse atentamente para a porta de entrada. Quando a visão de Harold parecia estar perdendo o foco, Elvis o agarrou pelo braço, sacudindo-o. “Olhe, cara. Você tem de olhar para isto. Isso é importante. Cara, seu filho está usando drogas.” Harold memorizou a fachada do edifício e agradeceu a Elvis, antes de despertar com dor de cabeça e um zumbido nos ouvidos.

Harold e o irmão de Tony voaram para Los Angeles no dia 3 de março. Depois de buscar informações com a polícia local sobre a vizinhança que pretendiam percorrer, eles alugaram um carro e iniciaram sua busca. Às duas horas da tarde do dia 9 de março, Harold avistou a farmácia na esquina que vira em seu sonho. No lado diretamente oposto da rua havia uma barraca que vendia hambúrgueres. A meio caminho do final do quarteirão, Harold viu três casas, muito semelhantes entre si, que alugavam quartos. Ele estudou detalhadamente as fachadas de cada uma delas, até reconhecer aquela que Elvis lhe havia mostrado. Quando bateu à porta da casa, uma senhora idosa o atendeu. Harold perguntou-lhe: “A senhora tem um jovem inquilino chamado Tony Welch morando aqui?”. Ela respondeu-lhe: “Bem, tenho, sim”. Ele identificou-se como o pai de Tony e a mulher o conduziu ao pavimento superior, até diante da porta do quarto do rapaz.

Harold bateu à porta, e Tony disse-lhe que entrasse. Ele se encontrava deitado na cama, lendo uma revista, e imediatamente ficou branco de susto ao ver seu pai parado ali, no umbral da porta. Após um momento de emoção mútua, ele confessou estar disposto a voltar para casa. Revelou-se, então, que - como Elvis dissera, no sonho - Tony era um usuário de drogas, e o fato de haver sido encontrado por seu pai ajudou-o a redefinir os rumos de sua vida.

Até aquele momento, Harold sentira-se constrangido demais para contar a qualquer um de seus filhos sobre o sonho que tivera. Porém, ao fazer isso naquela noite, quando todos conversavam em um quarto de hotel, Tony confidenciou-lhes: “Papai, há uma coisa engraçada. Por duas vezes, desde que cheguei aqui, eu sonhei com Elvis Presley. E em ambos os sonhos ele me disse que você viria me buscar. Ele disse estar preocupado comigo, e que daria um jeito de arranjar as coisas”.

Desde muito cedo em sua trajetória ascendente, a figura de Elvis confundia-se entre a de um superastro da música pop com a de alguém que inspirasse veneração. Isso ia muito além das garotas que se recusavam a lavar o rosto depois de terem sido beijadas por ele, ou que entesouravam pedaços de um pano usado para remover a poeira do carro dele. Em 1959, ele participou de uma campanha de doação de sangue promovida pela Cruz Vermelha alemã, em Bad Nauheim. A revista local Bravo, dedicada ao público adolescente, publicou fotos de sua participação no evento, e, mais tarde, matérias relatando que vários leitores haviam escrito perguntando como poderiam adquirir um pouco do sangue dele, para que o injetassem em suas próprias veias.

Talentoso, humilde, respeitoso e carismático, Elvis estava, para muitos dos seus fãs, vários níveis acima das “celebridades comuns”. Ele assemelhava-se mais a um santo.

E, como um verdadeiro santo, ele exsudava espiritualidade, sem esforçar-se para isso - subconscientemente. Marion Keisker descreveu-o como possuidor de uma “qualidade mágica”: uma inocência infantil e uma simplicidade desprovida de astúcia que tinham o poder de produzir um efeito positivo sobre quem tivesse contato com ele. Peter Guralnick, sintetizando a opinião de Sam Phillips, escreveu: “Essa era a ‘marca registrada’ de Elvis: ele transmitia sua espiritualidade sem ser capaz de exprimi-la, ou mesmo de necessitar fazer isso”.

Alguém menos seguro em relação à própria espiritualidade poderia ter “a cabeça virada” pela adulação desenfreada que ele provocava. Elvis não podia evitar ser afetado pela adoração, mas, em sua mentalidade, ele não era tanto um recebedor meritório quanto um canal por meio do qual Deus exprimia seu poder. Ele fora escolhido por algum motivo, eleito em meio à massa da humanidade, e sentia-se destinado a fazer alguma coisa com a energia psíquica que fluía para ele.

Por uma década, ele não teve certeza quanto ao que, exatamente, isso fosse. Mas depois de ser apresentado a livros como A Vida Impessoal e similares, a imagem imprecisa foi-se tornando mais nítida. Ele tinha uma missão: e esta era a de elevar. Isso tornou-se evidente em 1969, quando ele voltou a apresentar-se ao vivo. Ele possuía o mesmo apelo magnético de um pregador evangélico, e a mesma habilidade para “enfeitiçar” as pessoas. Com um repertório de canções cuidadosamente escolhidas e uma banda competente para respaldá-lo, ele podia despertar a energia latente de suas plateias e dirigi-la para onde quisesse. Ele podia inspirar (“The Impossible Dream”), ensinar (“Walk a Mile in My Shoes”), instilar a reverência a Deus (“How Great Thou Art”) ou proporcionar consolo (“Bridge Over Troubled Water”). Ou ele podia simplesmente revigorar as pessoas com o bom e velho sentimento despertado pelo rock’n’roll de sua juventude. Ele podia compor o “sermão” de cada noite do modo que bem entendesse, mas aqueles que viessem assisti-lo sempre sairiam sentindo-se renovados.

Ele jamais olhava “de cima para baixo” para as pessoas que vinham à sua procura. Se elas o amavam, ele as amava, reciprocamente. Havia algo de extraordinário em relação ao laço que o unia aos seus fãs, e ele sabia disso. “Não se trata de uma relação comum, e não creio que as pessoas comuns possam compreendê-la. Trata-se de um caso de amor mútuo. Eu tento agradar ao meu público da melhor maneira que sei fazer isso; e, em troca, recebo algo que a maioria das amantes jamais poderia me dar.”

Seu diretor musical, Joe Guercio, foi testemunha daquilo a que Elvis se referia durante sua primeira apresentação no International Hotel: “Tenho acompanhado a um grande número de astros populares sobre o palco e detesto ter de desinflar seus egos, mas eles não sabem o que é um verdadeiro astro. Jesus Cristo! Aquilo era quase irreal! Tudo o que ele precisava era de algumas canções, pouquíssima produção e... Cara, aquilo sim é que eu chamo de arrebatar o público. Elvis Presley era um acontecimento”.

Seus fãs gostavam de pensar nele como um super-homem, mas, naturalmente, ele era apenas humano. Ele seguiu adiante com seu abuso de remédios por mais de uma década. Esses remédios são insidiosos, e continuaram a exercer seus efeitos sobre ele. O impacto cumulativo deles sobre seu organismo afinal causou-lhe alterações físicas e psicológicas, e precipitou o seu fim.

Contudo, afora os fanáticos pelos tabloides, o que as pessoas guardaram em suas memórias não foram as falhas, mas as qualidades que fizeram dele quase um santo. O espírito generoso que ele manifestara desde quando era uma criança de 5 anos de idade, capaz de dar seu adorado triciclo a um amigo, infundira-se em sua personalidade de adulto. Durante um concerto em South Bend, Indiana, ele retirou um anel de diamante de 20 mil dólares do dedo e atirou-o à plateia. Quando perguntado por que tinha feito aquilo, ele respondeu: “Apenas para proporcionar a alguém, lá, a maior emoção de sua vida”. Quando ouviu dizer que um produtor fonográfico de quem ele gostava estava tendo de submeter-se a um tratamento de hemodiálise e enfrentava problemas para conseguir um transplante renal, ele pagou uma conta de 100 mil dólares para que o processo fosse acelerado. O cantor Jackie Wilson, quase falido, sofreu um ataque cardíaco sobre o palco e passou vários anos em estado vegetativo antes de morrer. Elvis gastou 40 mil dólares durante esse período, para que ele fosse cuidado em uma clínica de repouso. Um velho amigo do Exército desenvolveu um caso de paralisia cerebral. Elvis comprou-lhe um Chevrolet Impala especialmente adaptado e contratou uma enfermeira particular para ele, ao custo de 400 dólares mensais, e empregou o pai do homem como guarda de segurança do portão de Graceland. Marty Lacker lera algo sobre uma mulher negra idosa de Memphis a quem faltavam ambas as pernas e que locomovia-se de um lugar a outro sobre uma tábua à qual havia sido adaptado um par de patins. Elvis comprou para ela uma cadeira de rodas movida a eletricidade, do melhor modelo disponível no mercado, e entregou-a pessoalmente, chegando à casa da mulher sem qualquer aviso prévio. Além disso, todos os anos, por volta do Natal, ele distribuía uma quantia entre 50 e 100 mil dólares a cinquenta diferentes instituições de caridade de Memphis.

Naturalmente, ele também distribuiu Cadillacs, Lincolns e joias entre namoradas, conhecidos e mesmo completos estranhos. Seu pai, Vernon, que pagava as contas, ficava chocado com sua prodigalidade e achava que Elvis caminhava velozmente rumo à ruína financeira. Porém, comparando o comportamento de Elvis com o da maioria das celebridades - que se permitem possuir quatro, cinco, seis residências pelo mundo todo, adquirem para si ilhas particulares e acumulam somas incalculáveis em bancos nas Ilhas Cayman ou na Suíça - podemos imaginar quão melhor seria a sociedade se mais pessoas possuidoras de grandes fortunas compartilhassem mais prodigamente a abundância de que desfrutam.

Elvis era proveniente de um meio em que o sentimento religioso, muito frequentemente, era dirigido para uma vida compreendida por uma visão de mundo simplista, delimitada pelo “enxofre-e-o-fogo-do-inferno” e “creia-em-Jesus-e-você-será-salvo”. Por meio de extensivas leituras, meditação e oração, ele pôde vir a aceitar que a luz de Cristo é inerente a cada pessoa. Ele pôde sentir que Deus desejava que ele fizesse uso de sua luz interior para elevar as outras pessoas. Para esse propósito, foram concedidos a ele talentos extraordinários e uma fama sem paralelo.

Seus fãs o compreenderam mal e o louvaram como a um rei. Porém, não importando quão exaltado tenha sido no mundo, ele permaneceu insaciavelmente curioso sobre as coisas do espírito. Até os últimos momentos - como ficou evidenciado pelo livro que estava lendo quando morreu - ele permaneceu um buscador da Verdade.

The Seeker King - A Spiritual Biography of Elvis Presley.
Copyright © 2013 G. G. Tillery, LLC.

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Elvis Sings The Gospel

"Elvis conhecia mais músicas de Blues do que a maioria no ramo" - B.B.King