🇧🇷 Mantendo o Legado de Elvis desde 1974 🇵🇹Atualizado em 22/08/2026

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

O Toque de um Anjo

O Toque de um Anjo (Touched by an Angel) - Episódio 10 / 3ª temporada (1996) Into the Light

Lançada originalmente em 1994 e exibida no Brasil a partir de 1997, *O Toque de um Anjo (Touched by an Angel)* conquistou milhões de espectadores ao redor do mundo com histórias marcantes sobre esperança, perdão, fé, amizade, amor ao próximo e superação.

A série acompanha os anjos *Monica**, **Tess* e **Andrew**, enviados à Terra para ajudar pessoas que enfrentam momentos difíceis, mostrando que sempre existe uma oportunidade para recomeçar e transformar vidas.

Com interpretações inesquecíveis de *Roma Downey**, **Della Reese* e **John Dye**, a produção tornou-se um dos maiores clássicos da televisão, emocionando diferentes gerações com mensagens positivas e profundamente humanas.

No Brasil, *O Toque de um Anjo* passou por emissoras como a Rede Globo, Bandeirantes, Rede 21 e Warner Channel, conquistando um público fiel que até hoje guarda carinho por essa série inesquecível.

Neste episódio, a atriz Kirsten Dunst interpreta Amy-Ann uma garota que sofre por causa de uma doença incurável e que infelizmente está com seus dias contados. Contudo, acha sua paz e harmonia em Deus e Elvis.

A trilha sonora é o coração emocional do episódio. A icônica e tocante canção gospel de Elvis, "Take My Hand, Precious Lord", ecoa nos corredores do hospital, servindo como uma prece silenciosa que embala os momentos de maior fragilidade dos pacientes.

sábado, 22 de agosto de 2026

A família judia que ajudou o jovem Elvis Presley antes da fama

Antes de se tornar o maior artista do planeta, Elvis Presley foi um adolescente pobre de Memphis. E, durante um dos períodos mais importantes de sua juventude, uma família judia viveu literalmente no andar de cima de sua casa — e acabou se tornando parte importante de sua história.

Quando Elvis Presley chegou a Memphis, vindo de Tupelo, Mississippi, em 1948, tinha apenas 13 anos. A mudança representava uma nova oportunidade para a família, mas os Presley continuavam vivendo com poucos recursos. Vernon e Gladys Presley tinham dificuldades financeiras e, durante os primeiros anos em Memphis, a família passou por diferentes moradias. Em 1953, Elvis e seus pais se mudaram para uma casa de dois andares na 462 Alabama Avenue, onde alugaram o apartamento do andar térreo.

No andar de cima vivia uma família judia: o rabino Alfred Fruchter, sua esposa, Jeannette, e seu filho Harold Fruchter.

Era uma casa simples, em uma região conhecida como The Pinch, um bairro de Memphis que reunia diversas comunidades de imigrantes e onde também havia uma presença judaica significativa. Os Presley e os Fruchter pagavam aluguel à mesma proprietária, conhecida como Mrs. Dubrovner, esposa de um açougueiro kosher.

Foi ali, entre dois apartamentos, que começou uma amizade que acompanharia Elvis durante os anos decisivos de sua adolescência.

Gladys Presley e Jeannette Fruchter

A relação entre as duas famílias rapidamente ultrapassou a simples convivência entre vizinhos.

Gladys Presley e Jeannette Fruchter tornaram-se amigas próximas. Segundo relatos preservados pela família Fruchter, Gladys costumava subir as escadas e passar parte das tardes conversando com Jeannette.

Era uma amizade construída sobre coisas simples: conversas, refeições, problemas do cotidiano e a companhia de duas mulheres que viviam em circunstâncias bastante diferentes, mas encontraram afinidade uma na outra.

A proximidade também permitiu que Elvis conhecesse mais de perto a vida de uma família judaica ortodoxa.

Os Fruchter mantinham uma casa judaica tradicional e, segundo relatos posteriores, os Presley chegaram a participar de refeições e celebrações judaicas com a família. Há testemunhos de que Elvis gostava particularmente da comida preparada por Jeannette.

Os Presley enfrentavam dificuldades financeiras

A situação econômica da família Presley era difícil. O aluguel do apartamento na Alabama Avenue custava US$ 50 por mês, e a família tinha pouco dinheiro disponível. Fontes que reconstruíram esse período relatam que os Presley tinham dificuldade até mesmo para adquirir determinados itens que hoje parecem básicos. Os Fruchter perceberam essa situação e ajudaram.

Segundo relatos da própria família, quando os Presley estavam sem dinheiro, os Fruchter chegaram a ajudar no pagamento das contas de eletricidade e água. Também emprestavam o telefone, algo bastante útil numa época em que possuir um telefone particular não era uma realidade para muitas famílias de baixa renda.

Elvis - “Shabbos goy”

Os Fruchter eram judeus ortodoxos e observavam as restrições tradicionais do Shabat. Durante o sábado, determinadas atividades não eram realizadas pelos membros da família. Elvis, ainda adolescente, passou a ajudar em algumas dessas tarefas. Segundo o relato de Harold Fruchter, filho do casal, Elvis acendia e apagava luzes e ajudava a ligar o fogão a gás para a família. Esse tipo de auxílio prestado por um não judeu a judeus observantes durante o Shabat é conhecido como “Shabbos goy”.

Décadas depois, Harold ainda se lembrava desse aspecto da convivência entre as duas famílias e como que Elvis chamava seu pai de “Sir Rabbi”, uma expressão de carinho, respeito e familiaridade que havia entre eles.

O nascimento de Harold

Um dos episódios mais simpáticos dessa amizade aconteceu em julho de 1952, quando nasceu Harold Fruchter.

Segundo a memória da família Fruchter, quando Jeannette voltou do hospital com o recém-nascido, Elvis correu até ela e perguntou se poderia ter a honra de ajudá-la e levar o bebê no colo pelas escadas até o apartamento.

Harold Fruchter cresceu sabendo que seu endereço de nascimento era o mesmo endereço em que Elvis Presley morava e Décadas depois, ele ainda recordava aquele detalhe com carinho.

O toca-discos que Elvis não tinha

Talvez um dos episódios mais reveladores da situação financeira de Elvis tenha ocorrido em 1954. Elvis havia acabado de gravar seu primeiro single na Sun Records: “That's All Right”, acompanhado de “Blue Moon of Kentucky”. Mas havia um problema. A família Presley não tinha um toca-discos. O jovem cantor queria ouvir sua própria gravação, mas não possuía o aparelho necessário para reproduzi-la. Então Elvis recorreu novamente aos vizinhos do andar de cima.

Segundo Harold Fruchter, Elvis pediu emprestado o toca-discos da família. Jeannette respondeu que eles viajariam durante o verão e que, enquanto estivessem fora, Elvis poderia ficar com o aparelho. É uma cena difícil de não imaginar. O jovem de 19 anos acabara de fazer uma gravação que mudaria sua vida, mas precisava subir as escadas para pedir aos vizinhos um aparelho emprestado para conseguir ouvi-la. Naquele momento, ninguém sabia que “That's All Right” era o começo de uma revolução musical.

O presente de Jeannette

Em 1953, Elvis se formou na L. C. Humes High School. Sua vida ainda estava prestes a mudar. Ele não era uma estrela. Não possuía dinheiro ou fama. Era simplesmente um jovem de Memphis tentando descobrir o que faria da vida.

Jeannette Fruchter, que o conhecia desde os tempos em que ele era apenas o adolescente que morava no apartamento de baixo, marcou aquele momento com um presente. Ela lhe deu um par de abotoaduras de ônix preto. O presente ficou registrado nas lembranças da família Fruchter como uma lembrança daquele período em que Elvis ainda era apenas Elvis.

Jeannette continuou falando dele com carinho durante toda a vida. Segundo relatos posteriores, ela costumava descrevê-lo como “o garoto mais gentil que alguém poderia desejar conhecer”.

O acampamento de verão

Existe ainda uma outra história associada à relação de Elvis com a comunidade judaica de Memphis: Elvis recebeu apoio da comunidade judaica de Memphis para participar de um acampamento de verão

Uma reportagem da Jewish Telegraphic Agency registra que, segundo o jornalista e cineasta responsável pelo documentário Mr. Presley Goes to the JCC, a comunidade judaica pagou para que Elvis frequentasse um acampamento de verão quando era menino.

Outra fonte jornalística, a New York Jewish Week/JTA, afirma que Elvis recebeu, quando adolescente, uma bolsa para um acampamento de verão oferecida pela comunidade judaica.

Nota Importante: Há uma particularidade cronológica importante: os relatos sobre Elvis e os Fruchter abrangem o período de convivência das famílias, mas algumas fontes apresentam pequenas diferenças quanto à cronologia exata da mudança para a Alabama Avenue. O que é consistente nos relatos é que Elvis e os Fruchter foram vizinhos em Memphis e que Harold nasceu durante esse período de proximidade.

7 Curiosidades Judaicas que você não sabia sobre Elvis

1. Ele jogava raquetebol no Centro Comunitário Judaico de Memphis
“Elvis não podia sair em público durante o dia para jogar boliche, praticar karatê, assistir a filmes ou fazer qualquer outra coisa”, explica o advogado aposentado e ex-presidente do Centro Comunitário Judaico de Memphis, Ron Harkavy. Por isso, Elvis e seu grupo costumavam ir ao local tarde da noite para jogar. Ele também fazia doações anuais ao Centro Comunitário Judaico de Memphis e para outras diversas organizações judaicas, incluindo US$ 150.000 para a Academia Hebraica de Memphis. “Minha esposa diz que Elvis era especialmente gentil com as crianças — realmente um cara muito doce”, conta Ron.

2. Ele usava no pescoço um cordão com um pingente da estrela de David, um pingnete com o "Chai" (חי) e um pingente da cruz de Cristo
Elvis costumava brincar: "Eu simplesmente não quero deixar de conseguir entrar pelos portões do Céu por causa de uma questão técnica.” A combinação dos três símbolos tornou-se uma das manifestações mais conhecidas da espiritualidade pessoal de Elvis.

3. Elvis era o “Shabbos goy” da família de um rabino
No início dos anos 1950, a família do rabino Alfred Fruchter dividia um duplex em Memphis com a família de Elvis, no endereço 462 Alabama Avenue. Os Presley alugavam o pequeno apartamento no andar de baixo, enquanto a família do rabino morava no andar de cima. “Os Presley eram ainda mais pobres do que minha família”, escreveu Judy Fruchter Minkove no Baltimore Sun, em 2004. “Meu pai era o rabino ortodoxo de uma pequena congregação e, posteriormente, fundou e tornou-se diretor da Memphis Hebrew Academy. Durante o dia, minha mãe tomava café com Gladys Presley. Em nossa casa, Elvis era conhecido como o ‘Shabbos goy’, o gentio que acendia as luzes para nós nas noites de sexta-feira ou aos sábados, quando os judeus ortodoxos são proibidos de acender fogo — uma prática que, com o tempo, passou a significar não acender as luzes.” Elvis se recusava a receber qualquer dinheiro por sua ajuda. Aos domingos, ele acompanhava sua própria família à igreja, vestido com suas melhores roupas.

4. Sua “Máfia de Memphis” incluía três judeus
A imprensa chamou de “Memphis Mafia” o grupo de amigos, associados e funcionários de Elvis que o protegiam e trabalhavam para ele desde o início de sua carreira, em 1954, até sua morte, em 1977.
Entre eles estavam George Klein, Marty Lacker e Alan Fortas.
- George Klein, DJ de rádio e apresentador de televisão, era o braço direito de Elvis. A morte do Rei, em 1977, o afetou profundamente. “Eu nunca fui particularmente um judeu ortodoxo, mas, depois que Elvis morreu, segui a tradição judaica do yahrzeit — um ano de luto marcado por orações diárias pela manhã e à noite”, contou Klein ao The Jewish Chronicle. Quase uma década depois, Priscilla e Lisa Marie Presley pediram a Klein que recebesse o prêmio de Elvis quando ele foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame.
- Marty Lacker, que conhecia Elvis desde o ensino fundamental, era um de seus amigos mais confiáveis. Ele trabalhou como contador, secretário e conselheiro informal de Elvis e teve a honra de ser um dos dois padrinhos do casamento de Elvis com Priscilla, em 1967.
- Alan Fortas trabalhava como guarda-costas e assistente geral de Elvis. Ele era sobrinho do ex-ministro da Suprema Corte dos Estados Unidos Abe Fortas.

5. A lápide de sua mãe é adornada com uma Estrela de David
Elvis mandou fazer uma lápide com uma estrela de David de um lado e uma cruz do outro, juntamente com as palavras “Sunshine Of Our Home” gravadas entre elas. A presença da Estrela de David no túmulo de Gladys é uma das evidências frequentemente mencionadas quando se fala sobre a possível herança judaica da família Presley.

6. Elvis fazia doações regularmente para causas judaicas
Além do Centro Comunitário Judaico de Memphis, Elvis também apoiava a Memphis Hebrew Academy, atualmente chamada Margolin Hebrew Academy. Larry Moss, um grande fã judeu de Elvis, afirma que Elvis também pagou pela criação de uma sala para idosos na Baron Hirsch Synagogue, em memória da mãe de um de seus amigos judeus. Assim, segundo o artigo, a relação de Elvis com a comunidade judaica de Memphis não se limitava a amizades pessoais: ele também teria contribuído financeiramente para instituições e projetos ligados à comunidade.

7. Elvis aperfeiçoou seu senso de moda na Lansky Bros.
Com um empréstimo de US$ 125 de seu pai, nascido na Polônia, os irmãos Bernard e Guy Lansky abriram um negócio de varejo em 1946, inicialmente vendendo uniformes militares e excedentes do Exército. No início dos anos 1950, a Lansky Bros. mudou o foco de sua loja na Beale Street para roupas masculinas de alta moda. “Elvis começou a frequentar a loja em 1952”, nos contou Hal Lansky. “Ele adorava a música da Beale Street. Ele amava o estilo de vida dos afro-americanos.” Embora a Beale Street fosse predominantemente marcada pela cultura e pela música afro-americana, muitos dos comerciantes eram judeus. Eles possuíam casas de penhores, lojas de produtos de beleza, cafés, joalherias e sapatarias. “Meu pai percebeu que aquele jovem com um topete preto, que estava olhando pela vitrine, parecia estar deslocado. Então disse: ‘Entre, rapaz.’” Lansky mostrou a loja ao adolescente, mas Elvis só tinha dinheiro para comprar uma camisa de US$ 3. Elvis trabalhava na esquina como lanterninha de cinema. Ele disse: “Sr. Lansky, eu não tenho dinheiro, mas um dia, quando ficar rico, vou comprar sua loja.” Bernard Lansky respondeu: “Não compre minha loja. Apenas compre de mim.” “Não gostamos de levar o crédito pelos macacões. Gostamos de levar o crédito pelo jovem Elvis.” A Lansky Bros. acompanhou Elvis durante três décadas. “Gostamos de levar o crédito pela combinação de preto e rosa dos anos 1950; eles mostraram isso no filme”, diz Hal Lansky. “Nos anos 1960, Elvis tinha o visual continental, com ternos justos, lapelas estreitas e calças ajustadas. Em meados dos anos 1960, os estilos mudaram para o visual mod vindo de Londres — bocas de sino, estampas paisley. Elvis adorava aquilo. Ele gostava de usar listras com estampas xadrez. Qualquer coisa que você colocasse em Elvis ficava bem nele. Nos anos 1970, veio o visual Super Fly, com chapéus de abas largas, longos casacos de couro, sapatos plataforma, golas e punhos de pele de vison nas roupas e capas. Não gostamos de levar o crédito pelos macacões. Gostamos de levar o crédito pelo jovem Elvis.”

Aish.com

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

The Gift - Curta-metragem sobre o nascimento de uma lenda da música

Tupelo, Mississippi, 1946. Para comemorar seu décimo primeiro aniversário, uma mãe leva o filho a uma loja de ferragens local para comprar seu presente. Lá, um rifle calibre .22 chama a atenção do garoto. Como a mãe não se mostra nada entusiasmada com a ideia, um prestativo funcionário da loja precisa oferecer uma alternativa. (baseado em uma história real)

Este curta-metragem recebeu os seguintes prêmios:

🏆 Melhor Curta-Metragem Internacional / Tupelo Film Festival, EUA – abril de 2015
🏆 Silver Lei / Honolulu Film Awards, EUA – maio de 2015
🏆 Prêmio “O Potencial de Mudar uma Vida” / Quarantine Film Festival, Bulgária – julho de 2015
🏆 Melhor Filme do Mississippi / Grenada Afterglow Film Festival, EUA – outubro de 2015
🏆 Melhor Curta-Metragem Internacional / Dublin International Short Film & Music Festival, Irlanda – outubro de 2015

Diretor e roteirista: Gabriel Robertson
Produtor: Ken Petrie
Elenco: Xander Berkeley, Brady Permenter, Amye Gousset
Música: Blair Mowat
Ano: 2015
© Licenciado pela Network Ireland Television

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Tatsuo Yoshida, Speed Racer e Elvis Presley

Tatsuo Yoshida, fã de Elvis, teve a inspiração para a criação de seu anime e manga Speed Racer (também conhecido como Mach GoGoGo) depois de assistir aos filmes de Elvis Presley, que eram muito populares no Japão. O personagem central, um jovem motorista de carro de corrida chamado Gō Mifune (Mifune Gō) foi inspirado no visual de Elvis Presley, com lenço no pescoço e topete, do filme Viva Las Vegas.

Trixie, a namorada de Go Mifune (Speed Racer), foi inspirada na personagem de Ann-Margret, que contracenou com Elvis em Viva Las Vegas.

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O Mach 5 é uma junção visual dos veículos que Elvis dirigiu nos filmes Viva Las Vegas e SpinOut (no brasil, Minhas Três Noivas). Curiosamente, Elvis Presley também estrelou um filme focado no automobilismo chamado Speedway (no Brasil, O Bacana do Volante) em 1968.

E o macaquinho de estimação do Speed Racer - Zequinha (conhecido como Chim Chim no original em inglês) - seria o Scatter, macaco de estimação de Elvis. Sim, Elvis teve um chimpanzé de estimação chamado Sacatter!

Speed Racer é uma série de anime japonesa produzida pela Tatsunoko Production, que foi ao ar na Fuji Television de abril de 1967 a março de 1968. Nos Estados Unidos, a série foi exibida em syndication aproximadamente na mesma época.

No Brasil, chegou por volta de 1968 e o “Capitão Meteoro”, como o animê foi chamado no início da transmissão pela Globo, tornou-se uma das maiores febres de anime na televisão brasileira. Mas foi como “Speed Racer” que o animê realmente ficou conhecido pelas crianças do país, principalmente quando foi atração do Clube do Capitão Aza, na TV Tupi, nos anos 1970.

A série ficou muitos anos em exibição em diversos canais da televisão brasileira, ganhando uma redublagem em 1996 para o Cartoon Network.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Quando Muhammad Ali chamou Elvis Presley de "O Maior"

Muhammad Ali é considerado por muitos o maior boxeador peso-pesado de todos os tempos. "Eu sou o maior" tornou-se o lema de Ali mesmo antes de ser verdade.

"Não é se gabar se você pode provar", disse Ali certa vez.

Mas havia uma pessoa (além dele próprio) a quem Ali também chamava de "O Maior" – o Rei do Rock and Roll, Elvis Presley.

Ali era um grande fã de Elvis. Na década de 1970, quando perguntado sobre quem era seu cantor favorito, Ali disse que Presley era o segundo, perdendo apenas para Sam Cooke.

“Quando eu tinha 15 anos e vi o Elvis na TV, eu queria ser o Elvis”, relembrou Ali ao seu amigo, Tim Shanahan, autor de Running with The Champ. “Outros garotos da vizinhança ouviam Ray Charles e James Brown, mas eu ouvia Elvis. Eu o admirava muito e decidi que, se eu fosse ficar famoso, faria isso exatamente como ele. Ele é um dos motivos pelos quais eu queria entreter as pessoas, ser amado por elas e fazer com que as garotas me admirassem tanto.”

Quando adolescente, Ali foi influenciado ao ver Elvis alcançar o sucesso durante seu ano de ascensão, em 1956. Ele ficou particularmente impactado quando Elvis cumpriu a promessa de comprar um carro e uma casa para sua mãe quando ficasse rico.

“Eu tinha 14 anos quando ouvi Elvis dizer isso, e isso me fez querer fazer a mesma coisa”, lembrou Ali . “Eu disse: 'Quando eu ficar rico e famoso, vou comprar um carro para minha mãe e depois uma casa'. Depois da minha primeira luta profissional, comprei um Cadillac rosa para minha mãe… E depois da minha segunda luta, comprei uma casa para meus pais. Exatamente como Elvis.”

Elvis Presley e Muhammad Ali se conheceram em fevereiro de 1973 em Las Vegas e foram fotografados juntos. Presley presenteou Ali com um roupão feito sob medida especialmente para ele. O roupão branco cravejado de joias tinha um visual semelhante aos macacões que Presley usava no palco na época. Ali retribuiu o gesto presenteando Elvis com luvas de boxe autografadas: “Elvis, você é o maior. De Muhammad Ali. Paz, 1973.”

“Ali disse que gostava muito do jeito que Elvis se vestia”, explicou George Klein, amigo de Presley . “Ele disse que ambos eram originais. Então Elvis contatou seu estilista e encomendou um roupão para Ali, que lhe foi presenteado. Estava escrito 'A Escolha do Povo'. Deveria estar escrito 'O Campeão do Povo'. Mas Ali o usou mesmo assim. Howard Cosell perguntou a Ali: 'Onde você conseguiu esse lindo roupão?' Ali respondeu: 'Elvis me deu'.”

Presley e Ali permaneceram amigos até a morte de Elvis em 1977. Ali relembrou que, quando se conheceram em Las Vegas em 1973, Elvis estava encerrando sua série de shows de fevereiro e o convidou para voltar a Los Angeles com ele em sua Cadillac station wagon banhada a ouro. Ali queria ir, mas tinha planos de retornar a Louisville. Anos depois, ele se arrependeu dessa decisão.

"Cara, isso teria sido histórico", disse Ali . "Eu sempre quis que o Elvis me levasse para passear pela Beale Street em um conversível, para que sua cidade natal pudesse ver que Muhammad Ali e Elvis Presley eram bons amigos. Depois, eu o levaria para Louisville e faria a mesma coisa."

Durante a Semana de Elvis, em 16 de agosto de 1985, Muhammad Ali concordou em discursar na cerimônia anual em memória de Presley, patrocinada todos os anos em Memphis por George Klein. Ali havia sido diagnosticado com a doença de Parkinson em 1984, mas conquistou a multidão de fãs de Elvis ao cantar alguns versos à capela de uma de suas canções favoritas de Presley, "Don't Be Cruel". Em seguida, Ali fez um discurso muito comovente sobre seu amigo.

“Nós, negros, temos uma certa peculiaridade em relação à música”, disse Ali à multidão de fãs de Elvis . “Não seguimos alguém a menos que essa pessoa tenha alma – Little Richard, Chuck Berry, Michael Jackson – mas o único branco que tinha alma, que cantava tão bem quanto qualquer um deles, era o Elvis… Ele tinha talento para cantar, ele tinha tudo – ele era bonito, eu sei. E quando se trata de boxe, ninguém tem a classe, o estilo, a sagacidade, a velocidade, a beleza de Ali. E quando se trata de cantar, ninguém tinha tudo como o Elvis… Eu digo ao mundo: Elvis foi o maior de todos os tempos.”

Naquele dia, Ali visitou Graceland. Ele foi ao Jardim da Meditação, onde Presley está enterrado, para prestar suas homenagens ao amigo que tanto admirava. Em 1988, Ali doou o roupão que Elvis lhe dera ao Hard Rock Café em Nova York. O roupão está em exibição no Centro Muhammad Ali em Louisville.

“As pessoas não dão valor ao que tinham até perderem”, observou Ali . “Assim como o presidente Kennedy, não havia ninguém como ele, os Beatles e meu ídolo Elvis Presley. Eu era o Elvis do boxe.”
“Elvis era um amigo pessoal muito próximo”, recordou Ali . “Ele veio ao meu campo de treinamento em Deer Lake cerca de dois anos antes de falecer. Não admiro ninguém, mas Elvis Presley era o homem mais doce, humilde e gentil que você poderia conhecer.”

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Sr. Muhammad Ziyad - Hot Buttered Soul Awards

Sr. Muhammad Ziyad (na fotos com Muhammad Ali)
Sr. Muhammad Ziyad (com Muhammad Ali)

“Eu sou o motivo de Muhammad Ali ter ido falar na Universidade Estadual de Memphis em 1985, homenageando o legado de seu amigo Elvis Presley. Muhammad estava na cidade como um favor a mim, para ajudar a promover algumas iniciativas que estavam acontecendo na comunidade afro-americana. Isso aconteceu bem no meio de agosto de 1985, quando outras pessoas também estavam na cidade comemorando o aniversário da morte de Elvis.

Na noite anterior, Muhammad e eu havíamos conversado sobre Elvis e sobre a amizade entre eles. Muhammad falou muito sobre Elvis e me disse que pensava em Elvis como ‘meu irmão de sangue’. Eu mesmo pude compartilhar com Muhammad a minha própria história relacionada a Elvis, pois vivi em Memphis quando era criança, então tive experiências diretas e informações de primeira mão que comprovam que Elvis era um grande ser humano.

Quando eu era criança e morava em um orfanato em Memphis, na época do Natal, os monitores vinham até nós e entregavam a todas as crianças um papel e um lápis, pedindo que escrevêssemos quais presentes gostaríamos de ganhar no #Natal, porque Elvis Presley queria ajudar o Papai Noel a garantir que recebêssemos tudo o que desejássemos. E, como num passe de mágica, cada uma das crianças recebia no Natal exatamente os presentes que havia escrito na lista, entregues a nós vindos diretamente de Elvis Presley.

Enquanto conversávamos, contei a Muhammad que no dia seguinte seria realizado, na Universidade Estadual de Memphis, um memorial em homenagem a Elvis. Como eu era amigo de George Klein, um dos amigos mais antigos de Elvis Presley, Muhammad e eu decidimos fazer uma visita surpresa e não planejada à cerimônia. Não importa o que qualquer pessoa diga, eu sou o motivo de Muhammad ter aparecido e falado naquele dia para a multidão sobre seu amigo Elvis. Nem George Klein, nem ninguém mais, sabia que estávamos planejando comparecer, até que aparecemos de surpresa, no último minuto.

Depois disso, fomos convidados para Graceland e, para marcar aquela tarde, existe a conhecida foto (abaixo) de todos nós em pé nos jardins de meditação, perto do túmulo de Elvis e de sua família em Graceland, com o CEO de Graceland, Jack Soden, ao nosso lado.”

O Sr. Muhammad Ziyad é fundador do Hot Buttered Soul Awards*; um dos primeiros apoiadores do Museu Nacional dos Direitos Civis; Diretor-Geral e Organizador do concurso Miss Black Memphis; Editor e Publicador da MLK Magazine, em homenagem ao Dr. Martin Luther King Jr.

*O Hot Buttered Soul Awards é uma premiação anual sediada em Memphis, Tennessee, criada para homenagear músicos, líderes comunitários e figuras públicas que contribuem para o legado cultural e social da cidade. O nome do evento é uma homenagem ao icônico álbum de 1969 de Isaac Hayes, Hot Buttered Soul, que revolucionou o gênero ao introduzir arranjos orquestrais e faixas de longa duração. O prêmio reconhece indivíduos que incorporam o espírito de inovação e impacto social de Isaac Hayes. As cerimônias ocorrem frequentemente no Stax Museum of American Soul Music, localizado no local original da Stax Records, onde Hayes gravou suas obras mais famosas.

Discurso de Muhammad Ali sobre o legado de Elvis Presley

Texto transcrito do discurso de Muhammed Ali na Universidade Estadual de Memphis em 1985, homenageando o legado de seu irmão Elvis Presley:

“Quando ouvi Elvis Presley pela primeira vez, quando saiu uma música nova, ‘Don’t Be Cruel’, eu amei aquela música. Que ano foi? 1956. Nunca tinha ouvido uma música tão bonita… (Ali começa a cantar alguns versos: ‘You know I can be found…’) Cara, eu amo essa música.

Nós, pessoas negras, somos meio exigentes com música. Não seguimos ninguém se essa pessoa não tiver alma. Little Richard, Chuck Berry, Michael Jackson… Mas o único garoto branco que tinha alma e cantava tão bem quanto QUALQUER um deles era Elvis.

Existem muitos grandes cantores negros, mas houve um homem que era literalmente tão bom quanto qualquer um. Junte todos esses irmãos, não há ninguém melhor do que Elvis Presley.

Em termos de canto, ele tinha tudo. E ele era bonito, eu sei. E quando se trata de boxe, ninguém tem a classe, o estilo, a inteligência, a velocidade e a beleza de Ali. E quando se trata de cantar, ninguém tinha tudo como Elvis.

E a última coisa que precisamos entender: ele fez muito pelos pobres, ele se importava com as pessoas, ele tinha um bom coração. Ele não era apenas um homem de grande talento, mas um homem grande em espírito, com Deus em seu coração — e isso também é grandioso.

Eu sei o quão bom eu sou na minha profissão. Eu não elogiaria ninguém se não merecesse, porque eu sou o maior de todos os tempos no boxe. No boxe! Eu disse boxe!

Mas estou dizendo ao mundo — não apenas a vocês, fãs de Elvis. Vocês o elogiam naturalmente; ele é de origem europeia como vocês. Mas eu sou negro, sou muçulmano, sou 100% diferente de vocês.

E mesmo assim eu digo ao mundo: Elvis foi o maior de todos os tempos.
Sou um muçulmano negro que defende aquilo em que acredita. Não preciso dizer nada que eu não sinta. Não sou falso. Não tenho chefes. Sou livre.

Para mim, ele é um dos maiores cantores, atores e homens completos de todos os tempos.”

Muhammad Ali

sábado, 17 de janeiro de 2026

O não tão conhecido lado filantrópico de Elvis Presley

Shows beneficentes e doações secretas: O não tão conhecido lado filantrópico de Elvis Presley

Entre 1954 e 1977, o mundo viu um reinado unânime nos palcos; Elvis Presley se chacoalhava com hits sobre comportamento e amor e se tornava o Rei do Rock pelas muitas facetas musicais apresentadas durante a vida e até mesmo postumamente. Sendo uma figura pública, o lado formador de opinião do cantor se fazia presente em atos mais pessoais do que públicos.

Politicamente, se encontrou com diversos presidentes dos Estados Unidos e chegou a servir ao Exército, se instalando na Alemanha junto a outros soldados, sem distinção de tratamento. Porém, na esfera privada, o cantor fez questão de utilizar seu poder aquisitivo e influência na indústria para auxiliar comunidades especificamente carentes.

Algumas delas, reunidas pelo biógrafo Gillian G. Gaar, foram reunidas no livro “Elvis Presley – História, discografia, fotos e documentos”, explicando como Presley tomou conhecimento das solicitações e, posteriormente, como as auxiliou. A primeira delas, foi no segundo ano de carreira, em 1956.

Astro solidário

Visando agradecer a formação, a mais antiga contribuição conhecida do astro foi para o Humes High School, onde estudou anos antes. Por lá, disponibilizou dinheiro para compra de uniformes, pagou viagens para eventos beneficentes e até mesmo patrocinou a participação do colégio em uma competição de futebol americano.

Sua cidade natal, Tupelo, e a cidade onde cresceu e morreu, Memphis, foram as duas principais auxiliadas pelo cantor; organizou um grande show para financiar o ‘Elvis Presley Youth Center’ e participou do Shower of Stars em prol do Hospital St. Jude, nos respectivos municípios. A mais curiosa ocorreu em 1961, sendo a primeira em Memphis desde que o astro voltou das Forças Armadas.

Nela, conseguiu arrecadar US$ 50 mil para instituições locais — na época que o salário mínimo americano pagava US$ 1,15 por hora, como informa o portal do governo. No Havaí, aproveitou para arrecadar mais uma larga quantia; ainda em 1961, conseguiu levantar US$ 62 mil para construir um memorial em homenagem às vítimas do naufrágio do USS Arizona.

Seu show mais famoso, Aloha from Hawaii, também teve caráter beneficente, arrecadando US$ 75 mil em 1973 para a fundação de Kui Lee contra o câncer. O maior cheque obtido pelo músico com shows beneficentes foi em 1975, quando organizou um show em Jackson, no Mississippi, para auxiliar vítimas do furacão McComb — o valor entregue ao governador Bill Waller era de US$ 108,8 mil.

Atos não-públicos

Engana-se quem acredita que os atos buscavam apenas angariar a imprensa e melhorar sua imagem; diversas doações de seu próprio bolso foram realizadas sem publicidade, incluindo doações anuais de cheques de US$ 1 mil para aproximadamente 50 entidades — resultando em uma homenagem em novembro de 1962 pelo então prefeito de Memphis, Henry Loeb, que ofereceu uma placa comemorativa.

Dentro da classe artística, ainda contribuiu com US$ 50 mil ao lado de Frank Sinatra para a Motion Picture Relief Fund, fundação de amparo a profissionais do audiovisual em uma época onde os sindicatos se fortaleciam lentamente, em 1965. Amparou pessoalmente o músico Jackie Wilson, de quem era fã, quando descobriu que sofrera um AVC.

Por fim, ainda dispôs sua imagem para campanhas contra a poliomielite, posando em fotos pela fundação March of Dimes, incluindo em algumas onde é vacinado de verdade. Apesar de falecer aos 42 anos, em 1977, deu nome a fundação Elvis Presley Charitable Foundation, que ainda destina parte de seus lucros e herança em açõs destinadas a educação e infância.

Por Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins

Canal Elvis Blues - ESTB

Elvis Sings The Gospel

"Elvis conhecia mais músicas de Blues do que a maioria no ramo" - B.B.King