1. Ele jogava raquetebol no Centro Comunitário Judaico de Memphis
“Elvis não podia sair em público durante o dia para jogar boliche, praticar karatê, assistir a filmes ou fazer qualquer outra coisa”, explica o advogado aposentado e ex-presidente do Centro Comunitário Judaico de Memphis, Ron Harkavy. Por isso, Elvis e seu grupo costumavam ir ao local tarde da noite para jogar.
Ele também fazia doações anuais ao Centro Comunitário Judaico de Memphis e para outras diversas organizações judaicas, incluindo US$ 150.000 para a Academia Hebraica de Memphis.
“Minha esposa diz que Elvis era especialmente gentil com as crianças — realmente um cara muito doce”, conta Ron.
2. Ele usava no pescoço um cordão com um pingente da estrela de David, um pingnete com o "Chai" (חי) e um pingente da cruz de Cristo
Elvis costumava brincar: "Eu simplesmente não quero deixar de conseguir entrar pelos portões do Céu por causa de uma questão técnica.”
A combinação dos três símbolos tornou-se uma das manifestações mais conhecidas da espiritualidade pessoal de Elvis.
3. Elvis era o “Shabbos goy” da família de um rabino
No início dos anos 1950, a família do rabino Alfred Fruchter dividia um duplex em Memphis com a família de Elvis, no endereço 462 Alabama Avenue. Os Presley alugavam o pequeno apartamento no andar de baixo, enquanto a família do rabino morava no andar de cima.
“Os Presley eram ainda mais pobres do que minha família”, escreveu Judy Fruchter Minkove no Baltimore Sun, em 2004.
“Meu pai era o rabino ortodoxo de uma pequena congregação e, posteriormente, fundou e tornou-se diretor da Memphis Hebrew Academy. Durante o dia, minha mãe tomava café com Gladys Presley.
Em nossa casa, Elvis era conhecido como o ‘Shabbos goy’, o gentio que acendia as luzes para nós nas noites de sexta-feira ou aos sábados, quando os judeus ortodoxos são proibidos de acender fogo — uma prática que, com o tempo, passou a significar não acender as luzes.”
Elvis se recusava a receber qualquer dinheiro por sua ajuda.
Aos domingos, ele acompanhava sua própria família à igreja, vestido com suas melhores roupas.
4. Sua “Máfia de Memphis” incluía três judeus
A imprensa chamou de “Memphis Mafia” o grupo de amigos, associados e funcionários de Elvis que o protegiam e trabalhavam para ele desde o início de sua carreira, em 1954, até sua morte, em 1977.
Entre eles estavam George Klein, Marty Lacker e Alan Fortas.
- George Klein, DJ de rádio e apresentador de televisão, era o braço direito de Elvis.
A morte do Rei, em 1977, o afetou profundamente.
“Eu nunca fui particularmente um judeu ortodoxo, mas, depois que Elvis morreu, segui a tradição judaica do yahrzeit — um ano de luto marcado por orações diárias pela manhã e à noite”, contou Klein ao The Jewish Chronicle.
Quase uma década depois, Priscilla e Lisa Marie Presley pediram a Klein que recebesse o prêmio de Elvis quando ele foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame.
- Marty Lacker, que conhecia Elvis desde o ensino fundamental, era um de seus amigos mais confiáveis. Ele trabalhou como contador, secretário e conselheiro informal de Elvis e teve a honra de ser um dos dois padrinhos do casamento de Elvis com Priscilla, em 1967.
- Alan Fortas trabalhava como guarda-costas e assistente geral de Elvis. Ele era sobrinho do ex-ministro da Suprema Corte dos Estados Unidos Abe Fortas.
5. A lápide de sua mãe é adornada com uma Estrela de David
Elvis mandou fazer uma lápide com uma estrela de David de um lado e uma cruz do outro, juntamente com as palavras “Sunshine Of Our Home” gravadas entre elas.
A presença da Estrela de David no túmulo de Gladys é uma das evidências frequentemente mencionadas quando se fala sobre a possível herança judaica da família Presley.
6. Elvis fazia doações regularmente para causas judaicas
Além do Centro Comunitário Judaico de Memphis, Elvis também apoiava a Memphis Hebrew Academy, atualmente chamada Margolin Hebrew Academy.
Larry Moss, um grande fã judeu de Elvis, afirma que Elvis também pagou pela criação de uma sala para idosos na Baron Hirsch Synagogue, em memória da mãe de um de seus amigos judeus.
Assim, segundo o artigo, a relação de Elvis com a comunidade judaica de Memphis não se limitava a amizades pessoais: ele também teria contribuído financeiramente para instituições e projetos ligados à comunidade.
7. Elvis aperfeiçoou seu senso de moda na Lansky Bros.
Com um empréstimo de US$ 125 de seu pai, nascido na Polônia, os irmãos Bernard e Guy Lansky abriram um negócio de varejo em 1946, inicialmente vendendo uniformes militares e excedentes do Exército.
No início dos anos 1950, a Lansky Bros. mudou o foco de sua loja na Beale Street para roupas masculinas de alta moda.
“Elvis começou a frequentar a loja em 1952”, nos contou Hal Lansky.
“Ele adorava a música da Beale Street. Ele amava o estilo de vida dos afro-americanos.”
Embora a Beale Street fosse predominantemente marcada pela cultura e pela música afro-americana, muitos dos comerciantes eram judeus. Eles possuíam casas de penhores, lojas de produtos de beleza, cafés, joalherias e sapatarias.
“Meu pai percebeu que aquele jovem com um topete preto, que estava olhando pela vitrine, parecia estar deslocado. Então disse: ‘Entre, rapaz.’”
Lansky mostrou a loja ao adolescente, mas Elvis só tinha dinheiro para comprar uma camisa de US$ 3.
Elvis trabalhava na esquina como lanterninha de cinema. Ele disse:
“Sr. Lansky, eu não tenho dinheiro, mas um dia, quando ficar rico, vou comprar sua loja.”
Bernard Lansky respondeu:
“Não compre minha loja. Apenas compre de mim.”
“Não gostamos de levar o crédito pelos macacões. Gostamos de levar o crédito pelo jovem Elvis.”
A Lansky Bros. acompanhou Elvis durante três décadas.
“Gostamos de levar o crédito pela combinação de preto e rosa dos anos 1950; eles mostraram isso no filme”, diz Hal Lansky.
“Nos anos 1960, Elvis tinha o visual continental, com ternos justos, lapelas estreitas e calças ajustadas. Em meados dos anos 1960, os estilos mudaram para o visual mod vindo de Londres — bocas de sino, estampas paisley. Elvis adorava aquilo. Ele gostava de usar listras com estampas xadrez. Qualquer coisa que você colocasse em Elvis ficava bem nele.
Nos anos 1970, veio o visual Super Fly, com chapéus de abas largas, longos casacos de couro, sapatos plataforma, golas e punhos de pele de vison nas roupas e capas.
Não gostamos de levar o crédito pelos macacões. Gostamos de levar o crédito pelo jovem Elvis.”





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