terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Elvis Presley & James Brown

Para começar, ambos foram membros nomeados de primeira classe no Corredor da Fama do Rock and RoII em 1986. Buddy HolIy, Sam Cooke e Ray Charles também já nos deixaram, por isso cinco dos dez nomeados originais já morreram. O site do Corredor da Fama tem isto a dizer: "O que Elvis foi para o Rock and Roll, James Brown foi para o R&B - um fenômeno prolífico e dominante."

Elvis e James Brown receberam ambos Prêmios Grammy por conquistas feitas nas suas vidas, bem como vários outros Grammies individuais. Ambos os artistas estabeleceram o seu registo de marca pessoal com mestria em palco dinâmica, mas completamente diferente. Elvis provocou excitação com os seus movimentos de ancas e pernas, ao passo que Brown exibia passos de pés complicados, completos com giradelas, deslizes pelo chão, espargatas e quedas".

No entanto, também houve uma ligação pessoal entre Elvis e James Brown. Segundo o livro Elvis Presley from A to Z, conheceram-se numa festa no Continental Hyatt em Hollywood, e tomaram-se amigos de longa data. Brown costumava visitar Elvis em Graceland e durante uma das visitas cantaram várias músicas gospel juntos ao piano, incluindo Old Jonah e Blind Barnabas. Que pena que nenhum gravador estivesse a funcionar para captar esta sessão.

James Brown foi autor de dois livros e um deles contém esta citação sobre Elvis: "Eu não era apenas um admirador dele, era também seu irmão. Ele dizia que eu era bom e eu dizia que ele era bom; nunca tivemos dúvidas acerca disso. Elvis era um trabalhador árduo, dedicado e Deus amava-o... Adoro-o e só espero poder vê-lo no céu. Nunca haverá outra minha alma gêmea como aquela." (Que grande elogio vindo do homem que é conhecido por Soul Brother Number One).

Se alguma vez viram filmagens de Brown ao vivo nos anos 60, saberão porque a canção Please, Please, Please é especial. Este foi o seu primeiro êxito de R&B em 1956 e a versão ao vivo em concertos evoluiu para uma das grandes obras de mestria de sempre. A letra da canção nada mais é que um lamento doloroso suplicando a uma amada para não partir: "Please, please, don't go. I love you so. Please, please, don't go" (Por favor, por favor, não vás. Amo-te tanto. Por favor, por favor, não vás). Enquanto Brown repetia estes versos, ficava cada vez mais triste e começava a chorar. Soçobrado de sofrimento, parava de cantar e deixava-se cair de joelhos, a cabeça caída e a tremer, desesperado.

Então a música parava e dois homens vinham dos bastidores. O público não podia deixar de aplaudir como forma de encorajamento. A música voltava a tocar, primeiro suavemente, depois num crescendo de intensidade. Brown ouvia os aplausos e a música e era como se isso recarregasse as suas baterias. O seu corpo caído endireitava-se e a sua expressão facial mudava. Era num instante que tirava a capa de sobre os ombros e agarrava no microfone para dar um final febril à canção. Era uma rotina notável que certamente devia ter sido admirada por Elvis e qualquer outro artista que a tenha visto.

James Brown foi uma das celebridades que assistiu ao funeral de Elvis, em 18 de Agosto de 1977. Na sua autobiografia, Brown escreveu, "A sua morte afectou-me bastante. Quando ele morreu, eu disse, "Era meu amigo, deixem-me ir."

James Brown morreu no dia 25 de Dezembro de 2006, vítima de pneumonia.

Fonte: Elvisblog, 31/12/06 / Elvis 100% - Portugal

www.elvisblues.blogspot.com

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